2 de julho de 2012

Tudo começou quando... Prince

Estou inaugurando uma nova seção aqui no blog, o "Tudo começou quando...". Sabe aquelas histórias que você pensa "não, não é possível que isso esteja acontecendo comigo"? Então, é isso com algum fundo cômico! :)

Tudo começou quando eu estava indo para a aula como sempre, na época estava cursando o Ensino Médio. Minha aula só começava às 7h10min, mas sempre saía de casa uma hora antes porque apesar da escola nem ser tão longe (na volta eu ia a pé na maioria das vezes), eu tinha que pegar dois ônibus, e se eu não pegasse eles bem cedo, eu simplesmente não entraria mais neles de tão lotados (viva o transporte público de São Paulo em horário de picooo!). 
Entrei no primeiro ônibus, e logo desci no ponto em que eu deveria, para depois andar um pouquinho e pegar o segundo ônibus. Assim que desci tirei meu mp3 da mochila, e nisso avistei um homem grande (em todas as dimensões possíveis) apontando e vindo na minha direção, e como era bem cedo e o local estava deserto, logo pensei "adeus mp3, foi muito bom escutar músicas com você". Para a minha surpresa, ele perguntou se eu sabia onde era o Ponto Frio. Achei muito estranho alguém perguntar sobre um estabelecimento comercial àquela hora, porque ainda estava tudo fechado.

-Fica logo ali na rotatória moço, não lembro se é desse lado ou daquele, mas é certeza que tem um por ali.
- Puxa muito obrigado. Nossa, como você é bonita!

Desconfiada como sou, achei estranho e agradeci, e ele respondeu logo em seguida:

- Nossa, mas você é mesmo muito bonita... eu sempre soube porque te vejo passar por aqui todo dia nesse horário, mas vendo de perto, você é realmente muito bonita.

Eu congelei na hora, se antes eu temia pelo meu mp3 agora eu temia por mim mesma, eu sempre passava ali, todo o santo dia, mas NUNCA tinha o visto. Ele me via de onde afinal então? Nem deu tempo para ficar pasma que ele já emendou:

-Agora você deve estar ocupada, mas que tal um dia a gente tomar um café? Você tem telefone para eu te ligar?

Eu estava tão amedrontada com aquela situação estranha, naquela rua deserta, que não conseguia pensar direito, e respondi com uma óbvia mentira: não.

- Poxa, mas você não tem nem celular, nenhum número que eu possa falar com você?
-Não, a gente não tem telefone lá em casa não moço!
-Puxa que pena... faz assim então, eu te passo o meu telefone. Deixa eu anotar em um cartão aqui...

Nisso ele abriu a carteira e começou a procurar pelo tal do cartão para ele anotar o telefone e disse:

-Tá difícil achar aqui, minha mãe arrumou minha carteira e eu não sei mais onde estão as coisas... ah, achei! É um cartão de escola de música porque minha mãe ensina em uma!

Ele anotou o número bem devagar e me deu o cartão.

-Ah, nem disse meu nome, mas eu anotei aqui, meu nome é PRINCE. É igual a do cantor e é príncipe em inglês sabia? E o seu?
- Larissa. - PORQUE VOCÊ FALOU SEU NOME REAL SUA TONTA?!!!

Achei o nome estranho na hora, mas como eu estava morrendo de medo, peguei o cartão. Ele falou que já ia indo então, e que não era para eu esquecer de ligar para ele várias vezes, e eu disse "tá bom, pode deixar". Ele se despediu então me dando um beijo na mão, e  assim que ele largou eu apertei o passo o máximo que pude, e quando virei a esquina dei uma olhada para ver se ele não estava me seguindo, mas ele estava lá parado, olhando eu me afastar. Continuei com o ritmo até chegar no outro ponto, e fiquei mais tranquila porque lá sempre tem gente.
Quando cheguei na escola, ainda morrendo de medo, contei o que aconteceu para todos, mas lembro que eu contei primeiro para o meu amigo Heitor, porque ele foi o primeiro dos meus amigos a chegar. Mostrei o cartão que o tal de Prince tinha me dado e falei "eu não quero isso não!!". Rasguei e joguei fora (uma pena, seria uma lembrança engraçada).
Assim que cheguei em casa contei para a minha mãe sobre o tal homem e implorei para ela pegar o primeiro ônibus comigo. Ela foi comigo, desci, mas nada do homem. Fui para a escola normalmente, e quando voltei para casa comecei a me lembrar de uma professora da quarta série que disse ter uma conhecida que ensinava em uma escola de música ali perto, e que tinha um filho com deficiência mental (no dia estávamos discutindo sobre o respeito que deveríamos ter com as pessoas com qualquer tipo de deficiência). Até hoje eu não sei se esse homem e o filho da tal conhecida da professora são a mesma pessoa, mas acredito que sejam. Com certeza ele foi falar comigo na maior inocência, e eu morrendo de medo (mas também, em São Paulo medo é praticamente um elemento de sobrevivência - exagero). O coitado deve ter ficado chateado esperando a tal ligação que nunca chegou, mas na hora eu estava com tanto medo, que eu não consegui fazer outra coisa se não concordar com tudo que esse homem falava. É engraçado lembrar as coisas que a gente fez quando mais novos, e pensar no que teríamos feito hoje em dia. 

E vocês, tem alguma história engraçada?

2 comentários:

  1. HAUhUAhUHAuHAuHUAHuHAUHUAhUHA O Legal e ler esta Hist Imaginando (lembrando ) todas as suas caras & Bocas!! HAUHUAhUHAuHAUhUAHuHUAH

    ResponderExcluir
  2. HAHAHAHAHA! Gente, como fiquei com medo xD

    ResponderExcluir