16 de março de 2016

O Gigante Enterrado



A primeira vez que eu vi esse livro, eu me apaixonei na hora pela capa (sim, eu julgo o livro pela capa, literalmente hahaha!). Foi aquela cena mágica em que a câmera lenta é ativada e nada separa você do seu grande amor. Atingi meu alvo, peguei o livro e li a sinopse e os comentários no verso e... poxa, falava de morte, memória... e eu simplesmente não estava no clima. Para eu ler histórias mais pesadas, eu preciso preparar meu estado de espírito antes, logo, devolvi o livro no lugar e segui meu rumo.

Na segunda vez que o vi, eu só passei, admirei a capa linda, e fui olhar outros livros. Na terceira, meu namorado estava com um desses cartões de vale-presente, e eu pensei: por que não? Peguei o livro (e mais um de coletânea de romances da Jane Austen) e levei para casa.


Logo que terminei de ler Jane Eyre eu peguei O Gigante Enterrado para ler. As primeiras dez páginas são meio chatinhas (mas confesso que eu penso isso de 90% dos livros que eu leio) mas não demora muito para você querer saber mais sobre a história.

As personagens principais são um casal de iodos, Axl e Beatrice. Eles vivem na Grã-Bretanha num período pós-guerra e pós-arturiano, em uma pequena vila. Todos sofrem de uma misteriosa perda de memória, tanto de lembranças distantes quando das recentes. Ninguém sabe o motivo disso, mas alguns supõem que a névoa presente na região seja a causa.


Contudo, numa manhã algo tira o sono de Axl e ele se lembra que tem um filho, e que ele está a espera dos pais numa aldeia próxima. Depois de um certo tempo, Axl e Beatrice então decidem viajar juntos para reverem o filho, cujo rosto e nome não se recordam.

No caminho eles acabam se envolvendo com outras pessoas, um guerreiro, um menino, um cavaleiro reminiscente da época arturiana e até a missão de matar uma dragoa aparece.


O livro fala sobre a importância da memória e de como ela influencia nos relacionamentos: será que se nós formos capazes de esquecer o passado, seríamos mais felizes uns com os outros? Os pecados cometidos no passado devem ficar nele? Será que o amor é capaz de superar tudo?

O romance de Ishiguro tem um enredo fantástico, mas carrega em si, muito realismo. Confesso que eu nnão cheguei a entender 100% o livro, principalmente o final. O fim do livro é daqueles que te faz ficar pensando, sabe?

A leitura é fácil e flui bastante, no começo você pode ficar um pouco confuso, pois muitas lembranças são narradas e misturadas ao presente, mas assim que você pega o jeito da coisa, a coisa toda anda. A diagramação do livro é boa, e a arte da capa é liiiinda! A capa é texturizada, e possui detalhes em dourado. A parte de trás é lisa e contém críticas a respeito do livro. As páginas possuem bordas pintadas em azul, o que deixa o livro lindo... já falei que o livro é lindo? Hehe!


A história apesar de abordar temas como guerra, esquecimento e morte, não é pesada. É uma leitura que eu não precisaria ter "preparado meu estado de espírito", como disse no começo do post. Recomendo demais a leitura dele!

O Gigante Enterrado é publicado pela editora Companhia das Letras, e o autor é o Kazuo Ishiguro. Essa foi a primeira obra fantástica dele e a primeira que eu tive contato. Confesso que fiquei bem curiosa para ler outras dele!


E vocês, já leram? O que acharam?
Até a próxima pessoal!

2 comentários:

  1. Acho que este seria um livro que eu ficaria encantada só de olhá-lo haha também julgo os livros pelas capas, afinal, a capa é uma coisa super importante, né? Um livro ótimo, com uma capa feia, pode continuar sendo ótimo, mas vai atrair menos leitores...

    Gostei da premissa do livro. Gosto quando os finais não são totalmente concretos <3

    Abraço,
    milenaschabat.blogspot.com

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    1. É então, como eu julgo os livros pela capa acabo deixando passar vários livros bons, mas estou tentando mudar isso, ando xeretando a sinópse de todo livro que vejo nas livrarias hahahaha!

      Finais abertos me frustram, pois nunca penso que entendi suficientemente bem as personagens para "saber" que elas fizeram de fato no final é de puxar os cabelos! HAuHAuHaUHauHaUHau

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