12 de março de 2016

Xenoblade Chronicles X Review


Se você me acompanha em alguma rede social, sabe que eu estou vi-ci-a-da em Xenoblade Chronicles X, ou Xenoblade X, como foi apelidado pelos fàs. Por isso, resolvi ressucitar a seção Press Start aqui do blog e falar um pouco sobre ele.

A série Xenoblade Chronicles foi lançada em 2010 para o Wii, mas ficou mais famosa no Japão e quase não chegou aos EUA. Em 2015 o jogo foi relançado para o New Nintendo 3DS. 
Os jogos da série são RPGs, com tema sci-fi em que o jogador tem um open world para explorar.
A Monolith Soft (desenvolvedora) já havia lançado outros títulos com a mesma temática com o nome Xeno, mas não há conexão entre os jogos antigos com os novos.
O segundo e mais novo jogo da série foi lançada em Dezembro de 2015, entitulada Xenoblade Chronicles X para o Wii U.

Eu não joguei o "primogênito" ainda, então não vou saber fazer uma compração, mas pelo que eu vi, as histórias não se conectam (mas eu suspeito que no fundo, se conectam sim). Enquanto que no primeiro você é o protagonista Shulk, no Xenoblade Chronicles X você pode escolher como a sua personagem será, desde o sexo até cabelo, formato de rosto, olho, tatuagem, etc. Contudo, o esquema de luta permanece o mesmo. Mas falarei disto daqui a pouco.


História

A história se passa no ano de 2054, quando duas raças desconhecidas de alienígenas (xenos) batalham em cima do planeta Terra, e vendo que a batalha irá destruir o planeta, os humanos evacuam em arcas interestelares, à produra de um novo planeta para chamar de lar. Várias arcas  de várias partes do mundo decolaram, porém todas foram destruídas pegas pela guerra que estava acontecendo, somente uma conseguiu escapar (advinha qual? Até quando o jogo é japonês é americano que sobrevive hahahaha). A arca, chamada de White Wale foi perseguida por um dos xenos que estavam travando guerra acima da Terra e derrubada no planeta chamado Mira. Mira é composta por 5 continentes: Primordia (onde New LA fica), Noctilum, Oblivia, Sylvalum e Caldros.
A parte jogável começa com o seu resgate. A sua personagem está dentro de uma cápsula num hipersono, e é acordada por Elma. Vocês estão no meio do nada em Mira e ela explica toda a história para você equanto te leva a New Los Angeles (New LA), cidade que foi construída no White Wale e que agora eles estão desenvolvendo para fazer daquele lugar seu novo lar. 

O jogo avança em forma de missões. Há quatro tipos delas: as Story Missions (ela vai contar a história principal do jogo, que vai fazer de fato a história avançar), Normal Missions (missões que você encontra por aí conversando com as pessoas), as Basic Missions (missões não-obrigatórias mais para você conseguir dinheiro, pontos, itens, etc) e as Affinity Missions (missões em que você precisa ter uma certa afinidade com outras personagens da sua party para aceitar, e nela você aprende mais sobre a história delas, além de aumentar ainda mais a afinidade).


Gameplay

Afim de explorar o planeta e se adaptar à ele, os humanos possuem uma instituição chamada BLADE, onde há 8 divisões: Pathfinders, Interceptors, Harriers), Reclaimers, Curators, Prospectors, Outfitters e Mediators. Quando você entra para a BLADE, você precisa escolher que divisão você quer ficar. Dependendo da escolha, você vai ter mais defesa, melee attack, critical hit, etc. Essa escolha não é tãããão importante, já que você pode mudar quando quiser e conta mais para a distribuição de prêmios das atividades online.
Após escolhida a sua divisão, você ainda precisa escolher a sua classe. Você começa como Drifter, e após atingir o nível 10, pode escolher entre 3 classes: Striker, Commando e Enforcer. Cada um é melhor em alguma coisa, ataque, defesa, ou equilibrado. Ainda depois dessa primeira divisão, novamente após atingir o nível 10, você pode escolher entre duas classes, e depois disso você só tem um caminho a seguir. Não vou detalhar muito para o post não ficar quilométrico, mas vocês pegaram o jeito da coisa. Cada classe possui um grupo seleto de Arts ("golpes"). Se você escolheu uma classe voltada para o ataque, você terá mais arts de ataque; se você escolheu uma classe voltada para defesa, você terá arts de defesa e suporte; se você escolheu uma classe equilibrada, ele vai ter um pouquinho de cada um. 

O esquema de luta do jogo não é como nos RPGs clássicos, em que a tela pisca, tudo à volta some e a luta é em turnos programados, a luta acontece ali no campo mesmo. O seu personagem possui dois tipos de arma: um de ataque a longa distância e outro combate corpo-a-corpo. As arts para cada tipo de armas são diferentes, e dependendo se é um riffle ou um dual gun, também são diferentes, por exemplo. O ataque padrão é automático, o que vai fazer a diferença na batalha é você saber usar as arts no tempo e nas ordens certas. Cada art tem um tempo para poder ser reutilizada, então você tem que montar sua estratégia em cima disso.

Além de tudo isso, há também as skills. Cada classe tem um grupo de skills, e elas podem evoluir até o nível 5, assim como as arts. As skills aumentam algum atributo, como por exemplo, "10% de dano em inimigos humanóides", ou então "7% de ataque no combate corpo-a-corpo", "5% de resistência contra ataques elétricos", e por aí vai.

Achei tudo bem trabalhado e você pode evoluir e alterar o seu personagem de muitas maneiras. O legal é que você pode mudar de classe quanto atingir o nível máximo de um ramo, então na hora que você precisar de mais defesa, só mudar de classe.

No começo foi beeem complicado para mim pegar tudo isso. Eu nunca havia jogado um RPG com um ataque padrão automático, quando eu comecei o jogo pensei "ué, mas o que eu vou fazer então? Só assistir?" Hahahaha! Também demorei para perceber que as skills poderiam ser evoluídas, o jogo é um tanto confuso para quem encara o jogo sem ter jogado o seu sucessor antes. Mas achei o esquema bem interesssante, te dando liberdade de escolhas.

Você pode ter 3 personagens além do seu principal na sua party. Cada personagem já vem com uma classe e divisão, e não podem ser alterados. Dependendo da missão, você vai precisar de um tipo de party.

No decorrer do jogo ainda, você ainda pilota um Skell (um mecha, robô) e pode lutar com ele.


Gráficos

Sei que para muita gente gráfico é uma prioridade. Apesar dos gráficos de Xenoblade X serem beeem melhores que o do "primogênito", acredito que não vá satisfazer os alucinados em gráficos super realistas e potentes. Para mim, é mais que bom, ainda mais considerando que roda num Wii U e que o mundo realmente é vasto.


Considerações finais

Eu adorei a história, adorei as personagens e o desenvolvimento delas no decorrer do jogo, o sistema de luta... enfim, é um jogo que realmente vale a pena ser jogado, se você tem um Wii U e ainda não jogou, você está perdendo seu tempo!




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