16 de junho de 2016

O que podemos ver nos gameplays de The Legend of Zelda: Breath of the Wild

(Retirado de: http://e3.nintendo.com/games/the-legend-of-zelda-breath-of-the-wild-wii-u/)

Há dois dias atrás a Nintendo finalmente revelou o nome do novo Zelda e o trailer oficial, além de alguns gameplays. Ontem, ela compensou toda a falta de informação sobre o jogo com muitos gameplays e nos mostrando as possibilidades que o jogador pode ter nessa nova e decadente Hyrule, o que Link pode ou não fazer e como fazer e um pouquiiiiiiiinho só da história. A Nintendo optou por não dar maiores detalhes da história para não estragar a experiência dos jogadores quando tiverem o jogo em sua versão completa em mãos em 2017.

O jogo foi e está sendo apresentado na famosa feira de games E3, e os lives tiveram a presença de Shigeru Miyamoto (criador de The Legend of Zelda e vários outros títulos) e Eiji Aonuma, designers e produtores de jogos da Nintendo que foram responsáveis pelo desenvolvimento do título.

Os visitantes da feira podem ter a experiência de jogar a versão demo na estande da Nintendo. São duas opções, uma o visitante pode jogar por 15 minutos e na outra, durante 25 minutos (ou algo assim, não me lembro muito bem). Gente, já pensou? Tudo o que eu queria no momento era de estar na E3 para poder colocar minhas mãos na demo de Breath of the Wild! Aliás, falando em estande, vocês podem ver pelos vídeos que eu vou colocar aqui em baixo, como eles capricharam no visual e na imersão do visitante no jogo! Há telas com o panorama do jogo pintado cercando o estande com efeitos de iluminação que imitam o passar do tempo e o clima e efeitos sonoros. Muito bacana!







Nesses gameplays acima, podemos notar de cara que... AGORA O LINK PULA! Hahahaha! Gente, isso para mim foi uma das maiores quebras de convenções, junto com o fato dele poder escalar o que ele quiser, onde ele quiser, sem precisar procurar por trepadeiras, escadas ou coisa assim. Antes, ele não pulava e só podia escalar onde os desenvolvedores queriam que ele escalasse, pois assim eles definiam onde os jogadores podiam ou não ir. Por se tratar de um jogo em que o jogador tem que seguir um único caminho para completar o jogo, isso fazia todo o sentido. Agora nesse Open-Air World, Link precisa exercitar as pernas e alcançar alturas maiores! E essa é uma das novidades que eu mais estou empolgada: agora Hyrule ganhou a dimensão no eixo Y, agora não ficaremos só no chão. Os relevos e formações geológicas ganham mais realidade.

Sobre as vestimentas do Link, agora faz todo sentido que não sejam a tradicional túnica verde, já que para cada clima, ele tem que vestir roupas diferentes para se adaptar. Fora que, pelo pouquiiiiinho da história que eles mostraram, Link não sabe que é um herói. É só um garoto que acabou de acordar de um sono de 100 anos e tem que sair desbravando o mundo por aí. Então penso eu que ele vai ter as vestes tradicionais (afinal, é um The Legend of Zelda), mas será só mais para o final do jogo, e ela só vai servir para climas mais amenos.
O que eu achei legal é que se você não tem roupa para o frio, você pode fazer um prato de comida que te dará invulnerabilidade ao clima por um determinado período de tempo. Assim, o jogador não precisa necessariamente ter as roupas de frio para ir desbravar aquela região, mas estratégia para ver de que ingredientes ele precisa para fazer tal prato e quantos dele ele precisa para chegar onde ele quer. Outro exemplo é o preparo de pratos que aumentam a stamina. Se a sua stamina estiver acabando quando você estiver escalando um paredão por exemplo, você pode comer e encher sua barrinha de novo e continuar numa boa. Realmente me parece um mundo com muitas possibilidades! E o mais importante e que os fàs piram: um item só é anunciado e explicado da primeira vez em que você o pega, depois disso, nunca mais. Quem já jogou Twilight Princess sabe o quão chato pode ser ter um item (no caso ruppee) explicado toda vez que você liga o console.

Uma outra mudança radical são as armas. Ao que parece, tem os itens regulares e únicos que você consegue nos Shrine of Trials (ver os vídeos abaixo), os quais não acabam e estragam, e tem as armas normais (espadas, lanças, escudos, flechas, maças, etc) que você pode carregar em certas quantidades e que estragam conforme o uso. Por isso, você sempre precisa roubar e pegar armas por aí para sobreviver.
Uma única espada de mesmo nome pode ter atributos diferentes, então você também sempre tem que ficar de olho e que espada é melhor. Mas ainda assim, você tem que ter espadas mais fracas para gastar em objetos por exemplo. Estratégia, aí vamos nós!

A dinâmica do combate ainda me parece bem tradicional: um botão ataca, um botão atira com o arco e flecha, um botão para o Z-targeting. O que muda é que agora podemos mudar de arma no meio do combate, de maça para lança, por exemplo, ou mesmo de um tipo de lança para outra.

Só vai ter uma coisa que sentirei falta: agora cortar grama não vai resultar em muitos itens. O que vou fazer com a minha Master Sword agora? Hahahaha!









Apesar de o exterior ser todo novidades, o interior dos Shrine of Trials é bem parecido com os puzzles que estamos acostumados. Ali as paredes são lisas e não podem ser escaladas, portanto Link só pode subir onde os desenvolvedores quiserem. Mas ainda assim, há muita liberdade para resolver os puzzles, não há um item certo ou errado a ser utilizado, você pode utilizar qualquer item que quiser, contanto que funcione. Ao final de cada trial, um item permanente novo!

E não, não quis dizer que não há puzzles a serem resolvidos no exterior. Ao contrário! Como aparece nos gameplays, para atravessar uma fenda no terreno, você precisa derrubar uma árvore no ângulo certo para fazer utilizá-la como ponte. Aposto que terão muitos outros puzzles no exterior que nos farão pensar um pouco (ou assim espero!).





Como eu já disse ali em cima, a Nintendo não nos revelou grandes detalhes da história (eu prefiro assim), mas garantiu que haverá outros personagens além do protagonista (nos gameplays já podemos ver um velho e um korok) e que haverá cidades pelos caminho e que o jogador poderá aprender sobre a história deles. Pressinto que haverão muitas side quests neste jogo, não ficarei satisfeita se não for como em Xenoblade Chronicles X, em que side quests é o que não falta. Quero ficar 100 horas + nesse jogo, heim Nintendo?

Miyamoto afirma que eles voltaram às origens nesse novo Zelda. O panorama que vemos quando Link sai pela primeira vez do Shrine of Ressurection foi inspirado numa arte do primeiro Zelda, mas as semelhanças não param por aí. No primeiro Zelda, os planos originais era que Link já começasse com uma espada e escudo em mãos, mas na fase de teste eles viram que as pessoas ficavam confusas e perdidas com isso. Para solucionar este problema, eles fizeram um velho que dar a espada para Link e te botar em uma direção rumo ao mundo. Em Breath of the Wild, temos o que? Um velho que você encontra logo após sair do Shrine of Ressurection para o mundo.
Outro resgate feito dos tempos de NES foi o fato de que nos outros títulos, sempre havia um NPC para dizer quem você é, onde você está, o que você deve fazer. No Zelda original e em Breath of the Wild o jogador é solto, sem saber o rumo, objetivo ou quem você é.
Miyamoto também comentou sobre como o jogador pode se perder no mapa e deparar-se com um inimigo com a qual não está preparado, assim como no original. Isso aconteceu muito comigo em Xenoblade X e aí temos duas saídas: tentar vencer o inimigo e perder miseravelmente ou tentar contornar e pegar outro caminho longe de olhos inimigos. Estratégia!
Suspeito que outra coisa será como os planos originais da série. Lembro que li em algum lugar que Link ganhou esse nome porque inicialmente ele viajaria para o futuro, sendo um link (o mesmo trocadilho em A Link bewteen Worlds hahahaha). Como podemos ver pelos gameplays, Link tem praticamente um smartphone, o Sheika's Slate, e ele conecta nessas "máquinas" que parece ter algum tipo de tecnologia (ou seria só magia mesmo?). Será que vai rolar uma viagem no tempo como nos planos originais? Já tivemos uma viagem no tempo em Skyward Sword, mas nenhuma para algum tempo com tecnologia mais avançada.
Mas tem uma coisa que tem em vários outros Zeldas e que não terá nesse: uma companion. Mas tem uma voz misteriosa que fala com você... quem será? Será a princesa Zelda? Será a deusa Hylia? Ou será uma companion que irá aparecer somente mais para frente? A Nintendo afirmou que Link não terá uma companhia em sua aventura, mas eu ainda não acredito hahaha!

Apesar da amostra pequena que tivemos neste quesito, os jogadores que puderam experimentar o jogo na feira viram o geral da história que o único personagem além de Link que aparece na demo conta. O velho (que eu estou suspeitando fortemente que seja o rei de Hyrule - Wind Waker feelings) nos conta de Ganon está levando Hyrule à decadência, e a voz que te acorda fala que Link é a luz que deve brilhar novamente. Ou seja, Zelda é Zelda, Ganon ameaça a terra e Link terá de salvar a todos como um bom herói! Para quem quiser conferir essa pequena amostra, pode conferir no vídeo abaixo da galera do Zelda Universe TV:



Para concluir, digo que, pelo o que deu para ver pelos vídeos liberados no YouTube, os efeitos sonoros, os movimentos, as texturas, estão de muito bom gosto. Mas ver se eles irão fazer com que eu me sinta dentro do jogo, acho que só jogando mesmo. São  muitas novidades: relógio, direção do vento, armas descartáveis, roupas, pulos, escaladas, climas, relevos. Apesar disso, eu acho que foram todas mudanças muito bem-vindas na série e para a Nintendo. Acredito que eles aprenderam muito no desenvolvimento de um título Open-Air World tão grande como esse, e penso que disso só coisas boas virão. Mas certeza, certeza mesmo, só em 2017 quando eu estiver jogando Breath of the Wild!


Não se esqueçam de conferir mais sobre The Legend of Zelda: Breath of the Wild e outros lançamentos da Nintendo no canal de YouTube deles!

E vocês, estão ansiosos? Eu mal consigo me conter aqui hahahaha!
Até a próxima!

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